sussurro, ponto alto

moça colorida que escreve porque gosta e fala do que quer porque é exibida

E a difícil (p)arte de ser mulher Julho 7, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 2:42 am

Mulher tem sempre que se posicionar: ou a favor ou contra. É um saco. Ou defende a bunda da Mulher Samambaia e acha que ela faz o que quer e o que pode com o corpo; ou defende a Danni Carlos que faz da música uma inspiração para viver (e vice-versa). Mulher sempre tem que ser machista ou feminista. Esportista ou Intelectual. Fashion ou hipponga. Mulher tem sempre que reivindicar os seus direitos, mesmo quando eles estão plenamente satisfeitos ou a caminho.

 

Mulheres sempre reclamam que fazem mil coisas ao mesmo tempo, que são mães, mulheres, namoradas, profissionais e que desempenham milhares de papéis, todos juntos e agora! Que vão ao cabeleireiro, malhar, fazer yoga. Fazem a merenda dos filhos, os leva à escola, atendem clientes, trabalham, buscam as crianças no colégio, estudam, escrevem teses, informam-se na Internet, tomam um banho relativamente rápido, vão pra balada e ainda cobrem as crianças quando chegam em casa. Depois se sentam na cozinha, absurdamente cansadas, numa posição bem encurvada como se carregasse o mundo nas costas (contrariando propositalmente todas indicações médicas de boa postura como única forma permitida de rebeldia). E, com os pés doloridos, porém sem sapatos, estão felizes. Aí eu pergunto: por que reclamar de tudo se temos tantas habilidades e possibilidades? Por que ficar no chororo se temos O potencial?!

 

Confesso que tem dias que também sofro desse mal, o de “sofrenilda”. Mas garra, coragem e força nos é inerente, é instinto. De pingüins a leoas, todas as fêmeas do reino animal sofrem do mesmo mal, mas garanto que não compõem o clã das “sofrenildas” de plantão: “Ai isso, ai aquilo”. A cabeça erguida, os passos fortes e a convicção nas palavras podem ser observados nas melhores fêmeas da espécie humana. Apesar de esporádicos surtos de “pára tudo que eu quero descer”, sempre há aquele momento de retomada.

 

Só no orkut tem milhares de comunidades dedicadas aos vários tipos mulheres, ou às várias batalhas por elas enfrentadas (mesmo que apenas no plano intelectual), tais como: “Mulheres que dirigem bem”, “Mulheres Independentes”, “Mulheres no topo da árvore”, “Mulheres vaidosas”, “Mulheres discretas”, “Mulheres que amam futebol”, “Mulheres que bebem tequila”, “Mulheres com jeito de criança”, “Mulheres exigentes”, “Mulheres de atitude”, “Meninas são tão mulheres”, Mulheres de moto”, “O que as mulheres querem”, “Mulheres em extinção”, “Tenho medo de mulheres em TPM”, “Porque as mulheres são importantes”, “Mulheres amam carros também”, “Sinuqueiras”, “Mulheres roqueiras”, “Mulheres nas artes marciais”, “Mulheres militares”, “Mulheres que pensam”, “Mulheres diferentes”, “Somos mulheres, lindas e mães” “Mulheres que sabem o que querem”, “Mulheres fortes que querem colo”, “Grandes mulheres também choram”, “Nem todas as mulheres são iguais”, “Mulheres: quem as entende?”. E isto só para citar algumas.

 

Complexa, irritada e confusa. Chorona, sensível e meiga. Corajosa, batalhadora e fiel. Intensa, romântica e segura. Complicadas ou perfeitinhas e que, de tão mulheres, por vezes, mais macho que muito homem, de nada tem a reclamar…

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Tchau Fred… Julho 4, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 1:08 pm
1Eu e o Fred interpretando e cantando a Familia Adams…
Grande amigo, grande ser. Sorriso generoso, amável com todos sempre pronto prum bom papo, com quem quer que fosse. Um cara bom, puro, vivo, alegre!
Dava abraços daqueles pra gente se sentir amada, e ele amava, amava a vida, a natureza, as pessoas.
E era amado, muito amado. E sempre o será.
Te amo e até a próxima vez, meu amigo querido.
 

É só agora que eles se deram conta… Julho 2, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 1:04 am
No Maranhão a coisa funciona assim…
 
Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola  Sarney ou Roseana Sarney;


- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto,  Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney;


- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;


- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado, ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;


- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);


- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue  a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.
Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney…
Seria cômico se não fosse tão triste….
 

“#forasarney”, me dá preguiça e vergonha… Junho 30, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 10:56 pm

E depois os “artistas” resolvem fazer um “manifesto” “secreto” e ”pirata” no Twitter… mas na hora de votar que é bom, o cérebro não funciona. Me poupem… Afe… vão fazer algo de bom.

Até a Veja já dizia isso, em 1986…

 FALTA DE INFORMAÇÃO OU PROBLEMA MNEMÔNICO??

mm

 

É menino ou menina? Junho 30, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 10:49 pm

As crianças são mesmo especiais, nisso eu preciso concordar com Michael, o Jackson.

Resolvi aproveitar a veia rock da minha filha e a apresentei ao cantor, enquanto assintia ao especial da Sony.

Assim como a filha do Cuca no post “This is it”, a minha também me questionou.

- Ele é menino, mãe?

- É sim. (respondi sorrindo)

Depois de um tempo observando atentamente…

- Mas tem voz de menina, né?

- Tu achas?

- Ele tem voz das duas.

 

pensamentos paralelos e ramificados Junho 5, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 3:25 pm

Em média, as pessoas conseguem produzir 150 palavras por minuto.

Cada palavra é escolhida em milissegundos entre 50.000 possibilidades diferentes, organizadas num sofisticado manual, em que se entrelaçam fonética, sintaxe e semântica. E ainda obedecem as regras gramaticais do idioma.

Isso é o que eu chamo de pensar pra caralho!

 

Queridos Pais Junho 5, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 3:19 pm

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Sim, seu filho ou filha faz ou vai fazer sexo.

Não adianta tapar o sol com a peneira, eis uma realidade da qual não se pode fugir.

Mas podemos melhor as condições. O “quando” e o “como” é responsabilidade da orientação dos pais.

 

Mesmo que você NUNCA tenha falado a palavra “sexo” dentro de casa, seus filhos sabem (ou em breve saberão) o que é sexo, como se faz e por quê. Ou pelo menos terão uma vaga ideia, dependendo das fontes de orientação. Por isso, não adianta tentar enclausurá-los. Com ou sem seu consentimento, um belo dia, farão sexo.

 

Pode ser bom, pode ser ruim, pode ser perigoso, pode ser amoroso, pode ser aos 13 ou aos 23, antes ou depois do casamento, com um desconhecido, um amigo, marido. Não adianta, isto vai acontecer, você não poderá controlar, e muito menos estará presente.  Não adianta mudar correndo de canal quando aparecem cenas mais picantes ou vigiar seus emals e orkuts.

De um jeito ou de outro eles terão contato com a sexualidade. Portanto, assuma seu papel e os prepare para a vida.

 

O primeiro passo é escutar. Ouça o que seu filho ou filha tem a dizer a respeito. Responda às perguntas que surgirem. Se você não o fizer, outro o fará e as respostas podem não ser as melhores. Sinta o “timing” de conversar sobre o assunto, ou simplesmente puxe uma conversa quando você, pai ou mãe, estiver se sentido confortável com ideia.

 

Sei que parece assustador, mas já que não podemos fugir do inevitável, a solução é encarar. Afinal, este é um dos exemplos que gostaríamos de passar aos nossos filhos, a coragem.

Transmitam, de forma amorosa e respeitosa seus valores, os valores da família de vocês, vossas crenças. Ouça o que seu filho pensa a respeito. Negocie o possível, mas não deixe que esta negociação seja uma brecha para a mentira.

 

Sim porque se eles quiserem, irão transar. E acredite: você pode nunca ficar sabendo.

 

O que prefere?

Acompanhar, mesmo que desgostoso os momentos crucias da vida de seus filhos? Ou deixar que eles vivam esses momentos cruciais, de alegria ou sofrimento, sem compartilhar com você? Você não gostaria de dar um suporte num momento mais sofrido, ou vibrar num momento feliz? Ou prefere jogar no time dos “não sei de nada”?

Pois bem, agora já sabe.

 

Sobre a Fidelidade Junho 5, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 3:17 pm

Pra começar, acredito que o que as pessoas não querem mesmo é ser enganadas. Sentir-se enganada, traída, passada pra trás é o que magoa, irrita. Faz com que nos sintamos ridicularizados e inferiores. Eu sei que hoje em dia há vários tipos de relação e que há pessoas que estão mais abertas…

A monogamia não é um assunto que eu queira debater aqui. Pois, mesmo na relação mais aberta, há de haver sinceridade. Bom, mas e se a pessoa for honesta e contar para o(a) parceiro(a) que sente vontade de ter relações sexuais com uma outra pessoa? Como você reagiria?

Se a reação for um NÃO ABSOLUTO, uma rejeição, uma reação exaltada na negativa, pode ter certeza que o(a) parceiro(a) só não vai trair se não quiser e dificilmente se abrirá com você de novo. Sim, porque não houve sequer uma escuta, um diálogo.
Se por outro lado a reação é calma e busca o entendimento, se ambos se abrem e tentam chegar a um acordo, pode ter certeza que, se for o caso, antes de trair, tudo o que conversaram será levado em consideração; e a traição, se houver, não será um ato impulsivo. Aí sim, todos terão de arcar com as conseqüências de suas palavras e atos.

Ser fiel é não trair um princípio; e princípios, cada um tem os seus. Nos relacionamentos é preciso haver um ajuste, um contrato “não velado” de como as coisas devem funcionar. Sem se agredir ou agredir o outro, uma situação que seja agradável e satisfatória. A confiança é a segurança da sinceridade que depositamos em alguém. Ao acreditar na relação e no(a) parceiro(a) nos tornamos fiéis e isso movimenta um elo sobre a relação que dificilmente é quebrado.