sussurro, ponto alto

moça colorida que escreve porque gosta e fala do que quer porque é exibida

Eu queria uma legião de Wagner Moura maio 30, 2012

Filed under: Soc! Pow!,Yeah yeah! — Cissa Baini @ 11:28 am

Eu vou dizer uma coisa: tava desafinado? Tava, muito! Dói nos músicos, dói. Prejudica a classe artística musical? Em nada.

 

O cara foi totalmente profissional, se colocou o tempo todo como fã, como ator que estava cantando. Fez seu papel e arrasou! Deu show de interpretação em muita gente afinada, inquestionável. Deu show de expressão cênica, de carisma!

É um tributo!

 

No makking off ele cantou bem melhor. Tá na cara que tava muito emocionado. O que é ótimo, contagiou! Me peguei sorrindo, dançando, chorando. Foi lindo pra quem é fã de Legião, viveu a adolescência legionária, valeu!

 

Beijo pro Wagner Moura!

 

Cansei de ser ser humano janeiro 10, 2012

Filed under: Soc! Pow! — Cissa Baini @ 9:50 am

– Eu queria ser um cachorro ou um gatinho.

– É? Por que?

– Sei lá, cansei de ser ser humano.

– Mas por que!?

– Ah, ser humano é muito chato. É sempre a mesma coisa. Acordar, fazer lanchinho, brincar, ir pra escolinha, brincar, fazer lanchinho, tomar banho, dormir. E no outro dia é tudo igual.

– E como tu querias que fosse?

– Queria que tivesse coisas diferentes.

– Mas têm dias que são bem diferentes. E as brincadeiras são bem diferentes também.

– Ah mas é sempre igual.

– E tu achas que a vida de um cachorro ou de um gatinho não é sempre igual? É acordar, comer, brincar, fazer cocô, dormir… Mesma coisa sempre também.

– Eu poderia ser um móvel então.

– Mais chato ainda. Fica ali, parado, sem fazer nada, tudo sempre, sempre igualzinho.

– Mas móvel não pensa.

 

 

Fifica da “djandjes” dezembro 2, 2011

Filed under: Ploft! — Cissa Baini @ 6:47 pm

Não gosto desse cheiro de macarujá, mãe.

Acho que a Carla deixou na vandederia pra lavar.

Por que hoje tu não me deu beijinho depois que botou a blusa de pijama, mãe?

Ué, por que tu não tá sorrindo?

Tu tá bem, mãe?

Eu te amo tanto que tenho vontade de arrancar teus olhos e esmagar assim!

Agora já é depois?

Quando eu crescer quero ser musiqueira.

Quando eu crescer quero ser labalarista.

Mãe, se eu quiser posso não fazer faculdade?

 

 

novembro 1, 2011

Filed under: Ploft! — Cissa Baini @ 5:39 pm

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo.

Tenho um sorriso confiante – que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.

Sou inconstante, e talvez imprevisível.

Não gosto de rotina.

Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.

Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo.

São poucas as pessoas pra quem eu me explico.

 

Você é feliz? outubro 16, 2011

Filed under: Ploft! — Cissa Baini @ 2:02 pm
Bom, a criatura desperta às 8h22 da manhã, já ajustada ao horário de verão e, serelepe, apruma-se ao café da manhã glamuroso, recheado de estrelas stock carsescas e sertanejas – as quais infelizmente desconheço, mas dizem que ali se faziam presentes, quando se depara com a primeira frutração: as águas dançantes que todo santo dia bailavam diante de seus olhos hoje, justo hoje, no dia da foto agendada, estavam adormecidas. Mudança de planos: ida ao shopping. Dirige-se, então, juntamente com sua caríssima Carolina Tavares, ao hall do hotel onde, antes de partir para o shopping da bola azul (“?” sic) desfrutam de uma agradável conversa politico-filosofico-cultural com o histórico Juca Chaves. Animadíssimo o senhor. Chegando no shopping, eis que o dito cujo (o shoppinng, não o Juca) só abre à tarde. Estabece-se então, a segunda e divertida frustração do dia. Mudança de planos: Carolzinha pega o guarda-chuva mega e diz: ‘vamos na feirinha de artesanado que tem aqui na frente’. “Feirinha” é modo de dizer né. O negócio tem 700 milhões de metros quadrados!! Me perdi! Não consegui voltar a tempo e sem o almoço vale-fome concretiza-se a terceira engraçada frustração do dia!
E enquanto redijo este texto, uns índios bem bacanas fazem um som suavinho, com seus instrumentos musicais roots, na feirinha… Aquela aqui na frente… Para mais informações, favor consultar o manual.
 

Todo carnaval tem seu fim. abril 11, 2011

Filed under: Ploft! — Cissa Baini @ 5:24 pm

Tem relacionamentos que quando começam a gente já sabe como vai terminar.

Tem vezes que começamos uma relação sabendo que não vai dar certo.

Sabe aquela coisa de “a gente ta se conhecendo”? Pois é. Chega uma hora que se conhece de fato. Percebe que uma ou outra característica do cara você não suporta, não sabe lidar, não aprova, enfim, se liga que não era o que esperava. Ou não é o que você gostaria para se relacionar.

Aí chega a hora da tomada de decisão e interromper aquilo que nem bem começou. E nem deve, porque você já sabe que não vai ser legal.

E quem disse que a gente consegue?

Então, por excesso de coragem ou de medo, seguimos em frente, só mais um pouco com a desculpa de “pra ver no que vai dar”. Lembrando: lá no fundo já se sabe que não vai dar nada além de incomodação.

Tem que estar chovendo homem na horta ou ter uma dose extra de boa autoestima, segurança e tranquilidade pra conseguir cortar o mal pela raiz. Caso contrário, a gente dá uma empurradinha básica com a barriga. Né?

Só que um belo dia o inevitável acontece e é chegado o limite. Ta na hora de dizer tchau. Terminar o relacionamento no qual você investiu energia e amor. E, obviamente, esse fim é muito mais dolorido. Há mais apego, afinal. Mais história e, agora, tem até trilha sonora.

Os esforços deverão ser redobrados para não ligar, não chorar, suportar a ausência de uma presença que a gente mesmo escolheu, apesar de saber lá no início que mais cedo ou mais tarde esse dia chegaria. Tentando postergar a dor, tornamo-la mais intensa.

Você precisa se lembrar da vida que tinha antes. Lembrar que adora ser solteira. Retomar uma vida sem aquela presença. Precisa se lembrar que adora a possibilidade de escolher o filme sozinha, escolher o que comer, ficar em casa desarrumada, não ter que estar sempre linda e depilada.

Quinze dias de muito chocolate, livros cult cabeça e nada de filmes comédia romântica é um bom começo. Amigos saudosos, dedicação total à outras metas. Mais trabalho, mais estudo. Mais dedicação a si mesma e, como em um circulo virtuoso, chega a hora de voltar a ficar linda e depilada para a próxima balada. A primeira solteira. Aquela em que você fará um esforço enorme pra não se lembrar da ausência. É chegada a hora de sair de casa fazendo todo esforço do mundo pra não criar expectativas de encontrar um príncipe escondido na multidão.

E quando sentir que vai virar abóbora, volta pra casa. Você chegará feliz, com a sensação de dever cumprido, com as forças retomadas. Ou, quem sabe, não tem um príncipe perdido, esperando no estacionamento?

Ponto final.

 

Por isso essa força estranha no ar… novembro 9, 2010

Filed under: Soc! Pow! — Cissa Baini @ 3:36 am

 

Sempre fiz a linha “me conheço muito bem”. E conheço: fato.

Mas me dou o direito de vivenciar minha perdição (no sentido que não sei se existe – no caso a que me refiro, no sentido de estar perdida mesmo).

Já vivenciei crises existenciais. Normal. Parte fundamental do desenvolvimento humano. Crises são um abalorado de coisas que não sabemos o que fazer, se queremos, o que queremos, e gera alguma mudança. Crises são deveras produtivas.

Mas estar perdida é, como próprio nome diz, não saber o caminho. A crise existencial envolve um pouco disso também. Mas há perspectivas. No meu caso, hoje, especificamente hoje (sim porque amanha muda) não faço a menor ideia do caminho. Minhas possibilidades são remotas, sonhos antigos, pueris, ingênuos, porém absolutamente gentis. Cheios de amor. Não sei bem quais são, mas têm amor. Certamente amam.

De tudo que esses anos de análise me ensinaram é que sou uma pessoa que ama, que deposita amor em tudo que faz, em todos com quem se relaciona. E não sei porque comecei a falar de mim na terceira pessoa.

Bom, mas comecei a escrever pra dizer que se conhecer e não se assumir é muito triste. Não quero ser uma dessas pessoas que passam a vida se escondendo de si. E isso tem aos montes, né? Pessoas sofridas. Têm minha total solidariedade e total apoio pra viverem quem realmente são, da forma como realmente querem. Pior é que às vezes essas pessoas nem sabem. Não vivenciam crises, nem ficam perdidas. E a dor encapsulada é infinitamente maior que a ansiedade da crise ou do que a da angústia de não se saber pra que lado correr.

Enfrentar o leão pode ser devastador, mas viver a vida toda escondido dele é simplesmente não viver. E isso, pra mim, não me serve.