sussurro, ponto alto

moça colorida que escreve porque gosta e fala do que quer porque é exibida

Queridos Pais junho 5, 2009

Filed under: Ploft! — Cissa Baini @ 3:19 pm

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Sim, seu filho ou filha faz ou vai fazer sexo.

Não adianta tapar o sol com a peneira, eis uma realidade da qual não se pode fugir.

Mas podemos melhor as condições. O “quando” e o “como” é responsabilidade da orientação dos pais.

 

Mesmo que você NUNCA tenha falado a palavra “sexo” dentro de casa, seus filhos sabem (ou em breve saberão) o que é sexo, como se faz e por quê. Ou pelo menos terão uma vaga ideia, dependendo das fontes de orientação. Por isso, não adianta tentar enclausurá-los. Com ou sem seu consentimento, um belo dia, farão sexo.

 

Pode ser bom, pode ser ruim, pode ser perigoso, pode ser amoroso, pode ser aos 13 ou aos 23, antes ou depois do casamento, com um desconhecido, um amigo, marido. Não adianta, isto vai acontecer, você não poderá controlar, e muito menos estará presente.  Não adianta mudar correndo de canal quando aparecem cenas mais picantes ou vigiar seus emals e orkuts.

De um jeito ou de outro eles terão contato com a sexualidade. Portanto, assuma seu papel e os prepare para a vida.

 

O primeiro passo é escutar. Ouça o que seu filho ou filha tem a dizer a respeito. Responda às perguntas que surgirem. Se você não o fizer, outro o fará e as respostas podem não ser as melhores. Sinta o “timing” de conversar sobre o assunto, ou simplesmente puxe uma conversa quando você, pai ou mãe, estiver se sentido confortável com ideia.

 

Sei que parece assustador, mas já que não podemos fugir do inevitável, a solução é encarar. Afinal, este é um dos exemplos que gostaríamos de passar aos nossos filhos, a coragem.

Transmitam, de forma amorosa e respeitosa seus valores, os valores da família de vocês, vossas crenças. Ouça o que seu filho pensa a respeito. Negocie o possível, mas não deixe que esta negociação seja uma brecha para a mentira.

 

Sim porque se eles quiserem, irão transar. E acredite: você pode nunca ficar sabendo.

 

O que prefere?

Acompanhar, mesmo que desgostoso os momentos crucias da vida de seus filhos? Ou deixar que eles vivam esses momentos cruciais, de alegria ou sofrimento, sem compartilhar com você? Você não gostaria de dar um suporte num momento mais sofrido, ou vibrar num momento feliz? Ou prefere jogar no time dos “não sei de nada”?

Pois bem, agora já sabe.

 

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