sussurro, ponto alto

moça colorida que escreve porque gosta e fala do que quer porque é exibida

Mais sobre BBB 10 – IMPRESSÕES GERAIS janeiro 23, 2010

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 6:23 pm

Tessália é a única sensata em perceber que estão todos fingindo de bonzinhos. É perspicaz, apesar de ter perdido a confiança em si e, com isso, falado demais.

Tessália até considera fraco, mas nao é maldosa com Dourado. Ao contrário, é até bem gentil com ele.

Tessália tem humor obscuro e sarcástico. Não a acho deprê.

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Michel parece perdido.

Alex tá apagado, mas tá ligado e esperando a hora de aparecer de forma polêmica – é o que me parece.

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Elenita é um exemplo de mulher.

Elenita ainda nao virou pipoca.

Eliane tem personalidade.

Angélica tá sendo prejudicada pelas edições.

Angélica é bem divertida, atinada, inteligente e tem personalidade forte.

Dicesar ainda nao teve seu momento. Mas, bem ou mal, tá aparecendo e conduzindo seu papel no jogo.

Sérgio também está se perdendo de si. Mas acredito (espero) que ainda vá se encontrar.

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Kadu tá com medo por gostar do Dourado. Influenciado pelo grupo, receia represália. Covarde, concordo. Num BBB não se pode acovardar-se.

Cacau covarde. Falou com Dourado só pra fazer a parte dela. Tá jogando mal, tá fraca.

Ana Marcela e Anamara são gente boa, mas ainda nao se destacaram.

Eliéser tá tentando se destacar. Tem personalidade, mas me soa falso ainda. Nao de todo falso, mas por demais articulado.

Uilliam ainda nao encontrou espaço e acho que está fazendo esse papel propositalmente, esquivando-se.

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Dourado é guerreiro, mas sem perder a ternura jamais!

 

BBB 10 – Liberdade, Igualdade e Fraternidade janeiro 20, 2010

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 2:45 pm

 

A Elenita é uma mulher que defende a liberdade.

Liberdade de escolher ser feliz apesar de qualquer pesar.

Liberdade aos negros, gays, gordos e minorias em geral.

Ela defende a igualdade. É quase uma Revolução Francesa per se.

E é de exemplos como o dela que o Brasil precisa. Espero que as pessoas a acolham e que ela saiba se manter bem no jogo para poder ser este exemplo.

Inteligência emocional não é fácil em um jogo de confinamento no qual as relaçoes interpessoais são aliado e adversario, concomitantemente.

Vamos torcer!

Ah, o Dourado também é interessante. Sensível, frágil, se protege como pode. Um guerreiro – e espero que ele consiga mostrar que nao perdeu a ternura jamais!

 

janeiro 14, 2010

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 2:44 am
“Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
 
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (…)
 
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta.
 
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
 
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar….
 
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
 
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.” (M. de Queiroz)
 
 

Banheiro Pelotino (e suas pompas de fachada) dezembro 26, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 4:01 am
Para toda a merda pelotina

Para toda a merda pelotina

 

Bem mais subjetivo e com mais recato, imagem do blog Amigos de Pelotas.

 

Ta, ta, apelei! So what?! novembro 13, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 2:29 am

Como uma boa psicóloga, tenho certo repúdio a estes testes de revista. Mas na falta do que fazer e talvez com certo desespero de encontrar a minha nova face (under construction), sucumbi a tentação. E o pior (ou melhor) é que o resultado deu tudo a ver e resolvi publicar. Ironicamente, fez muito bem a minha autoestima, hehe. Segue abaixo:

 

“Sua auto-estima é bastante positiva. Pessoas que vivem a maior parte do tempo de bem consigo mesmas, como é seu caso, contam com mais recursos interiores para enfrentar desafios. Dotado de autoconfiança, você acredita em sua capacidade de influenciar tudo o que se passa a seu redor e sabe se adaptar às mudanças, um recurso importante para obter sucesso e realização pessoal. Você respeita a opinião dos outros, mas nem por isso se sente obrigado a fazer algo que não quer. Conhece seus limites, sente-se capaz de exprimir suas idéias e sentimentos sem agressividade. Sabe também dizer “não” quando julga adequado. Aceita elogios sem se sentir manipulado e os retribui apenas quando deseja sinceramente.

 

Porque só metade de mim é loucura – parte 2 setembro 23, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 4:36 am

Eu

Eu

 

 Foi por ser essa tal “genialidade incompreendida” (melodramaticamente falando) que não vivo a vida medíodre que o autor critica. 

 O mais enlouquecedor é a pressão externa, forte e implacável. Em sociedade, é preciso ser bem normalZINHO pra ser muito mais do que compreendido ou feliz, mas para obter sustento e comer. Acaba que preciso reduzir-me e convencer-me de que, para ser feliz, é preciso fazer parte da normalidade dos não-loucos. 

  

E não sem antes relutar muito, hoje, com muito pesar, eu cedi. Abdiquei do que havia de mais suave e intenso em mim para buscar a normalidade=felicidade. 

 

As paredes da Oficina de Arte do Hospital Psiquiátrico de São Pedro, de Porto Alegre, são um lúcido retrato de inteligências e sensibilidades incapazes a nós, normóticos. Foi ao ler as passagens descritas com giz de cera por todas aquelas paredes, do chão ao teto, com as mais diferentes grafias possíveis, e ver as telas que os loucos pintavam por lá que descobri que eles é que eram os lúcidos; e que só estavam lá enclausurados porque eram a minoria. Se fosse ao contrário, malucos seríamos nós.  Não é à toa que Verônica Decide Morrer…

  

Quanto à mim, sigo tentando equilibrar minha loucura a esta parte dura que precisei criar para con-viver na civilização tal como ela está instaurada hoje. No entanto, sem perder a ternura, mantenho a chama acesa, a espera do momento certo para brilhar.

 

Porque só metade de mim é loucura – parte 1 setembro 23, 2009

Arquivado em: Ploft! — Cissa Baini @ 4:04 am
Rubem Alves, psicanalista, teólogo, educador e escritor. Brasileiro.

Rubem Alves, psicanalista, teólogo, educador e escritor. Brasileiro.

“Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. 

Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. 

 

Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se.Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

 

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela.  
 
 
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio:
A música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou… Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, “saúde mental” até o fim dos seus dias.
 
 
Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram…”
  
 
Saúde Mental. “Sobre o tempo e a eternidade” Campinas: Ed. Papirus, 1996.

 

 

 

 

Cada árvore é um click setembro 18, 2009

Arquivado em: Soc! Pow! — Cissa Baini @ 7:02 pm

GENTE! É SÓ DAR UM CLIQUEZINHO E JÁ ESTAMOS CONTRIBUINDO, PLANTANDO UMA ÁRVORE.

 ACESSE: WWW.CLICKARVORE.COM.BR

 

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